Adestrar cachorro em casa: veja por que e como fazer!

Postado por PETZ, em 02/01/2019

Cachorros
Adestrar cachorro em casa: veja por que e como fazer!

Garantir uma ração de qualidade, sair para passear todos os dias, certificar-se de que a carteirinha de vacinação está em dia. Essas são só algumas das obrigações com as quais muitos tutores já contam na hora de decidir levar um cachorro para casa.

Principalmente em se tratando de cães de porte pequeno, no entanto, é comum que muitos se esqueçam da importância de adestrar o pet. Depois, ficam surpresos quando o cachorro se torna bagunceiro e passa a apresentar comportamentos desagradáveis.

Para quem ficou desanimado só de pensar em investir na contratação de um adestrador, a boa notícia é que, salvo em alguns casos específicos, dá sim para adestrar cachorro em casa! Descubra por que e como fazer isso.

 

A importância do adestramento em casa

Uma coisa importante, mas ainda pouco falada a respeito do adestramento para cachorros é que ele não funciona como algo isolado. Não basta que o tutor reserve uma hora do dia para ensinar o pet a ser obediente sem se preocupar em mudar os seus hábitos e os do cachorro no restante do tempo.

“A regra geral para o comportamento canino é manter a consistência e uma rotina”, explica a Dra. Mariana Sui Sato, médica-veterinária da Petz. Isso significa que, mesmo contratando um adestrador, a maior parte do trabalho de educar e de manter o cachorro comportado sempre caberá a você.

Na verdade, em muitos casos, a função do profissional de adestramento acaba sendo principalmente a de identificar as causas dos comportamentos indesejados e corrigir as atitudes dos tutores, não dos pets. Mas, nada impede que seja você mesmo a pessoa a encontrar onde está errando para mudar, não é mesmo?

 

Cão bagunceiro: por que ensinar a ele alguns truques

Quando o cachorro late à exaustão e é agressivo, por exemplo, pode parecer besteira perder tempo ensinando a ele a dar a patinha ou a sentar. Afinal, o objetivo é acabar com os problemas de comportamento e melhorar o convívio, não inscrevê-lo em um concurso. No entanto, é comum que muitos adestradores profissionais comecem o adestramento justamente por aí.

“Ensinar ao cão alguns comandos básicos é importante para estimular a atenção, o controle emocional e, portanto, para modificar comportamentos descabidos desse pet”, diz a Dra. Mariana. Além disso, ao promover momentos de interação entre o cachorro e o tutor, assim como estímulos físicos, cognitivos e sensoriais, ensinar tais comando ainda serve para deixá-lo bem mais tranquilo e feliz. Sem mencionar que fazer isso ajuda a estabelecer uma melhor comunicação entre vocês dois.

Ou seja, nunca subestime a importância dos comandos! Mesmo que seu cachorro esteja dando trabalho em outras áreas do convívio, começar o adestramento por eles é sempre uma boa ideia.

 

Como adestrar um cachorro: passo a passo

Como visto, corrigir comportamentos inadequados de um cachorro é um trabalho contínuo que tem mais a ver com mudanças nas atitudes dos tutores que dos próprios pets. A seguir, confira alguns truques e hábitos que podem te ajudar a transformar um cão bagunceiro em um anjinho de quatro patas.

 

Antes de mais nada, informe-se!

Seja para aprender técnicas de como ensinar truques ou para conseguir identificar as causas de comportamentos indesejados, a Dra. Mariana lembra que, atualmente, é possível ter acesso a informações em vídeos, palestras, livros e até mesmo cursos para aqueles que querem fazer o adestramento de cachorro em casa. No entanto, ela ressalta que é fundamental buscar somente fontes confiáveis para não prejudicar o pet.

“É necessário muito estudo e esforço pessoal, pois é como aprender uma nova língua, que possui uma linguagem oral e corporal diferente da linguagem humana”, diz.

 

Mantenha uma postura positiva

Segundo a especialista, cachorros são famosos por serem seres sencientes. Isso significa que eles são capazes de captar uma série de impressões por meio dos seus sentidos.

Mais do que isso, eles são capazes de sentir coisas como dor, medo, prazer, alegria, entre outros sentimentos. “Então, um método de adestramento que utiliza de agressão para com o animal, ou mesmo a repressão de seus comportamentos, não é indicado”, explica.

Em vez disso, procure entender as causas de tais comportamentos e trabalhar em cima delas, sempre usando a técnica do reforço positivo.

 

“Ignore” certos comportamentos inadequados

Claro que não estamos falando de ignorar no sentido de ser permissivo com comportamentos indesejados, muito menos de não procurar saber os motivos que levam o pet a apresentar aquele comportamento. No caso de um pet que late muito, por exemplo, é essencial procurar saber se ele não está com dor, com fome, sofrendo por ansiedade de separação, etc.

Mas, se ele fica muito agitado quando você chega, pode ser interessante ignorá-lo a princípio, esperando até que ele fique mais calmo para interagir com ele. Ou, caso o pet faça xixi no lugar errado, ignore, mostre a ele o lugar certo e o recompense quando ele acertar.

 

Crie uma rotina

Ter dias imprevisíveis, sem saber os horários de comer, de passear, de brincar e de dormir, é algo que gera ansiedade nos cães, deixando-os mais agitados e, portanto, mais bagunceiros.

Crie uma rotina que respeite sua agenda pessoal e procure segui-la à risca diariamente, respeitando os horários de cada atividade. Você vai ver como o pet se tornará mais calmo com o tempo.

 

Passeie diariamente e promova o enriquecimento ambiental

Deixar que o pet fique entediado, sem ter seus instintos naturais estimulados, é sempre uma receita para um cão com comportamentos indesejados, como latindo em excesso, e até com comportamentos estereotipados, como lambendo as patas compulsivamente.

Para resolver o problema, além de passear e de brincar diariamente com o pet, é importante que ele tenha brinquedos e ambientes que lhe garantam estímulos físicos, sensoriais e cognitivos.

 

Seja sempre consistente

Parte de saber falar “cachorrês” é entender que, para um cachorro, não existe algo como poder pular em quem chega em casa hoje, mas não quando o tutor está com uma roupa de festa. Ou que ele pode subir no sofá agora, mas não quando chegar alguma visita.

“Para os cães, aquilo que é permitido deve ser permitido sempre. Já para os comportamentos negativos, o não deve ser equivalente ao nunca”, diz a Dra. Mariana. “Só assim a interpretação das regras ficará clara para o seu pet”.

Gostou das dicas? Continue acompanhando o nosso blog para mais ideias de como melhorar o bem-estar e o convívio com seu filho de quatro patas!

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Petz

Aqui você encontra tudo e um pouco mais sobre o incrível mundo animal e fica por dentro dos cuidados essenciais com seu bichinho de estimação, seja para um cachorro, gato, passarinho, hamster, peixes e muitos outros — ou todos eles!

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