Gato fujão: como evitar e o que fazer quando ele escapa

Postado por PETZ, em Atualizado em May 6, 2019

Bem-Estar
Gato fujão: como evitar e o que fazer quando ele escapa
Tempo de leitura: 3 minutos

Durante muito tempo, cultivou-se a ideia de que seria normal, e até saudável, deixar um gato fujão sair de casa durante o dia ou à noite a fim de explorar novos territórios. Hoje, no entanto, muita gente já sabe que a história não é bem assim.

Apesar de terem um olfato aguçado, que os permite encontrar o caminho de volta, os bichanos com acesso à rua ficam sujeitos a uma série de riscos, muitos dos quais podem comprometer a saúde deles, mesmo que voltem para casa.

Por que os gatos tendem a fugir?

A fuga dos bichanos pode abalar a autoestima dos tutores, principalmente os de primeira viagem. Afinal, como aceitar que o gato queira fugir, apesar de receber tanto amor?

É a Dra. Kathleen R. Paiva, médica-veterinária da Petz, quem acalma os responsáveis. “Gatos são animais extremamente curiosos, que adoram conhecer e controlar o ambiente em que vivem, precisam gastar energia e são caçadores natos”, explica a Dra Kathleen. “Tudo isso está por trás da vontade de dar uma voltinha”, completa a especialista.

Apesar de o instinto de liberdade ser uma característica do comportamento dos gatos, a médica-veterinária ressalta que alguns fatores podem contribuir que ele seja um fujão em potencial. “Alguns gatos, quando não são castrados, saem de casa à procura de parceiros”, alerta.

Além disso, ambiente e cuidados inadequados com o pet também podem contribuir para o problema. “Se o gato não se sente confortável, protegido e acolhido no ambiente em que vive, pode ser que ele fuja e não volte mais”, diz a Dra. Kathleen.

Os riscos nas ruas

Fora de casa, os gatos estão sujeitos a uma série de perigos:

  • Atropelamentos;
  • Acidentes ao escalar muros, árvores etc.;
  • Envolvimento em brigas com outros gatos ou animais de outras espécies;
  • Maus-tratos cometidos por vizinhos ou desconhecidos;
  • Intoxicação pelo consumo de produtos tóxicos ou alimentos estragados;
  • Exposição a doenças e parasitas.

Isso sem falar na chance de o gato decidir não voltar para a casa e até de ser adotado por alguém cheio de boas intenções e que achou que ele estava abandonado (risco que pode ser minimizado com coleiras de identificação).

O que fazer para o gato não fugir?

Em geral, não existe um motivo único para o bichano querer sair de casa e passear. Trata-se, na maior parte dos casos, da combinação de fatores, que vão do tédio à necessidade de encontrar um(a) parceiro(a).

Confira a seguir, o que fazer para o gato não fugir:

  • Converse com o veterinário para que seja realizada a castração. Além de evitar doenças, ela ainda diminui bastante a vontade de o gato fujão sair de casa;
  • Para criar gato dentro de casa ou apartamento, coloque telas nas janelas. Elas impedem a fuga e também são importantes para diminuir o risco de quedas;
  • Promova o enriquecimento ambiental com brinquedos que estimulam os instintos de caça e de exploração do bichano. Pets com entretenimento em casa se tornam menos propensos a fugir em busca de estímulos,
  • Mantenha caixas de areia limpas (de preferência, uma a mais do que o número de gatos da residência), ofereça boa comida e deixe à disposição potes de água largos, que não incomodem as vibrissas dos felinos (verifique, também, se o seu gato não prefere água corrente).

Meu gato fugiu, e agora?

É muito importante lembrar que nem sempre o seu gato fujão foi embora por falta de carinho! Afinal, é possível verificar todas as formas de um gato demonstrar amor.  Por isso, nos casos em que ele aparecer de volta, não deixe de levá-lo ao veterinário.

“O médico-veterinário fará um exame físico no animal para avaliar se ele não sofreu algum trauma, poderá prescrever medicações contra parasitas externos e internos, vai avaliar a necessidade de vacinação e solicitar exames complementares que descartem a chance de o gato ter contraído alguma doença”, esclarece a Dra. Kathleen.

Entre as doenças mais graves que os bichanos podem contrair ao fugir de casa estão a aids felina (FIV) e a leucemia felina (FeLV), além da esporotricose, que pode ser transmitida para seres humanos.

O diagnóstico precoce é a principal arma para manter a qualidade de vida desses animais. Procure a clínica da Petz mais próxima de você e verifique o estado de saúde do seu gato fujão!

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Petz

Aqui você encontra tudo e um pouco mais sobre o incrível mundo animal e fica por dentro dos cuidados essenciais com seu bichinho de estimação, seja para um cachorro, gato, passarinho, hamster, peixes e muitos outros — ou todos eles!

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